Sunday, October 01, 2006

RECONHECER AS BENÇÃOS EM TEMPO DE CRISE.

Caros leitores.

Muitas vezes a dor não nos permite reconhecer as coisas boas da vida quando tamos a atravessar algum temporal em nossas vidas. Coisas boas como o pôr do Sol, a lua cheia etc.
Outro dia eu estava conversando sobre isso com um ançião que é cego e ele me disse que é felis. Perguntei porquê ele tava dizendo aquilo e ele me respondeu que ele tem pardais todos os dias de manhã cantando na janela do seu quarto de dormir. ele retrucou: será que isso não se pode chamar de felicidade Ronaldo?!
As vezes o ser humano ta tão agarrado as coisas terrenas que não dá conta de que a vida é linda. Conheço uma morena que tem tudo para ser felis. Só que ela deixou o coração ser dominado pelo rancor, pela raiva...
A vida é linda amigos. Ela é como é. Não adianta tentar muda-la se a mudança maior não for feita. Falo da mudança que tem que ocorrer dentro de nós. Se não deitarmos para fora o lixo espíritual, aquilo que nos faz parar na estrada da "evolução".
Uma das bençaõs que tenho é poder levantar da cama com saúde.
até amanhã!

Wednesday, September 27, 2006

Coisa da vida

As vezes uma pessoa para na estrada da evolução para reflectir um pouco . É o que tenho feito ultimamente.
A vida tem lições por vezes duras caros leitores. Na minha caminha em direcção ao "Astro Rei" tenho deparado com vários espinhos "Humanos". Espinhos que tem como objectivo travar a minha trajectória.
Outro dia estava eu caminhando pelas ruas do Mindelo em busca de subsidios humanos (casos d´vida) para escrever as minhas crónicas. Estava no passeio da Av. Marginal observando a construção da Marina quando oiço alguém a dizer" tchi da lá."
Um vra pa tma q´uel boné (Virei para ver o que estva a acontecendo) e ví um agente da Polícia Marítima a mandar descer de uma tamareira um rapaz que deveria ter os seus 13 anos de iadade e que estava catando tamaras. Ele respondeu sem medo.
- O que é que estou a fazer de errado?
- Não te perguntei nada. Tchi da lá, jam dzeb. (Desce dali, já disse).
- Estou só catando umas tamaras para ir vender a nhã bia, lá na plurim. (Estou somente a apanhar umas tamaras para ir vender a nhã bia lá no Pelourinho.
- Não quero saber! Desce daí senão vais ver... -Diss-lhe o agente já enfurecido. A criança, sem nenhum receio retruca:
- O que é que me vai acontecer? - perguntou o menino descendo da arvore - Se fosse teu filho não o mandavas descer. Não estás preocupado se eu passo fome ou não.
O homem quando viu que o rapaz desceu da arvore deu-lhe as costas e retomou o seu caminho. Assim que ele foi embora o menino disse qualquer coisa que não percebi e voltou a galgar na arvore para dar continuidade ao seu afazer.
Nesse mesmo dia e no mesmo local presenciei outro caso:
Dois homens vinham do Cais de pesca, cada um deles tinha na mão um pequeno atum. A frente deles vinha um outro homem mais jovem cantarolando divertindo os outros dois. Este não bate lá muito bem da cabeça. Achei aquilo uma vergonha sem tamanho. Dois senhores de cabeças já prateados a divertirem as custas de um demente. Perguntei a mim mesmo onde é que vamos parar...
Infelismente vivemos em uma sociedade em que cada um faz o que lhe apetece.
Diariamente oiço que Cabo Verde é um país de desenvolvimento médio. Pergunto, será que quando falam desse desenvolvimento estão incluindo a parte social?
Numa terra onde o doente mental abunda como as Estrelas no firmamento e que a sociedade passa por eles como se nada fossem não podemos de modo algum dizer que estamos desenvolvendo.
Fico por aqui deichando este texto para reflexão.

Tuesday, August 29, 2006

Wednesday, August 09, 2006

BRANCA FLOR

Olá leitores!

Perdoem a minha falta...

Vou relatar algo que me aconteceu já tem alguns dias. Eu estava indo na rua da Furnalha em direcção a praça. Ia concentrado num dos personagens do conto que tenho em mente quando a minha mão esquerda bate sem querer na mão de uma jovem branca. Ela que também ia concentrada ficou assutada no seu pensamento ficou assustada. Pedi-lhe desculpas. Desculpas que foram aceites e encetamos uma conversa. Atrás de mim vinha um pintor que vou chamar de Manel (nome ficticio) e ele que vê o susto que pregeu na mulher disse-me o seguinte: ca bo susta quel menininhã bnitas ( não assutes aquela menina linda) rio-me com ele e ele desaparece nas escadas da Furnalha.
Ela disse-me que é pintora e digolhe. Não sei se é coincidencia ou não. Mas atrás de mim estava um dos maoires pintores Mindele. Ela pergunta-me quem era e digo-lhe que era o Manél. Não briques comigo disse-me ela incrédula. Não estou brincando não. Porquê? Queres que eu te apresente? Ela prontamente diz que sim e subo com ela atrás de mim até ao terraço da Furnalha. Econtramos o Manél que estava fazendo copias, não me lembro do quê. Chamo-lhe e faço as devidas apresentações. Ele pergunta a "branca flor", se ela queria ir conhecer o seu atelier, coisa que ela aceitou prontamente. Fomo e ele nos mostrou os quadros, que são autenticas obras primas. Passamos uma tarde vivendo a pintura do Manél...
O engraçado no meiko disto foi a felicidade que proporcionei a "branca flor" sem ao menos conhecer-lhe. Ela disse que isso foi estranho para ela porque em Portugal, sua terra natal isso não acontece.
O resto conto outro dia.
Catador de emoções

Thursday, July 13, 2006

MANUELA

Olá leitores!
Desculpem a ausência. É que a vida não me tem corrido bem. As coisas estão ficando difíceis para mim porque a idade está chegando. No dia vinte e ste de Setembro celebrarei 31 primaveras. Espero reseber os parabens dos meus leitores...

A minha amiga Manuela está naquela fase complicada. A sua hora de partir deste mundo está chegando. Até hoje aqueles ingratos dos filhos do marido não a foram visitar. Não entendo porque a vida tem que ser assim meus amigos. Porquê não podemos ajudar aqueles que precisam?! Principalmente aqueles que nos amam!

A Manuela está sem um fio de cabelo. A cabeça foi raspada porque a quimioterapia a que ela vianha sendo submetida é muito forte. Ela não está querendo reseber a visita dos amigos. Quer que se lembrem dela como ela era. Linda, com aquele cabelo que lhe caía pela costa abaixo. Ela está magra que nem um "palito". Dá´para entender o que ela sente, já que dizem que ela era a rainha das festas. Sou a única pessoa que ela resebe. Até hooje não sei porquê...

Ficarei por aqui.
Até amanhão.

Cavaleiro andante.

Tuesday, May 30, 2006

SEJA FELIZ

Caros amigos!
Este blog tem como finalidade ajudar aqueles que precisam de apoio moral. Por isso estou aqui para deixar um recado a todos aqueles que estão sofrendo nesta jornada terrena. Não importa qual seja o sofrimento por que estás atravessando caro amigo ou amiga. O que importa é o que podes ganhar com a tua dor. Podes perguntar: Quem ganha por sofrer? Podes acreditar que se fores uma pessoa com uma espíritualidade forte ganharás sim senhor.
Tenha coragem. A vida é para aqueles que souberem atravessar as suas tempestades...
O sofrimento tem por objectivo nos fortalecer aqui na terra. Lembra-te que após esta vida irás entrar num outro plano que é mais avançado. Não te preocupes só em atingir objectivos financeiros não. Lembra-te que quando partires deste mundo tudo aquilo que for material ficará nesta vida. Só iremos levar as boas e más ações que perpetramos aos outros.
Tem muita gente passando fome, gente que não tem gente que os console nas cabeceiras das cama hospitalares, gente querendo se m,atar porque a vida não lhe cotrre de feição. Se tens comida, roupas para cobrireres a tua carne, um tecto para esconderes da chuva é porque és feliz meu caro amigo. Lembra-te que na vida nem todos têm aquilo que tens...
Ao passares na rua e encontrares alguém sofrendo por qualquer coisa tente ajuda-lo em vez de o enterrares mais na sua dor. Esta vida depressa passará caro amigo. Não adianta queres guardar nada para o amanhã porque nunca saberás se ele chegará para ti.
Por hoje é tudo. Quem sabe se amanhã estarei aqui? Se não estiver, por favor, seja feliz, faça tudo para se-lo. Mas com HONESTIDADE, confiança que estás fazendo o certo.
Até outro dia.
Sou O jornalista da "VIDA"
RONANA

Monday, May 29, 2006

Doutrina Mormón


Espero que o que está escrito aqui possa ajudar alguém.

PRAÇA NOVA

Estamos na Praça Nova num sábado a noite. Faltam 20 minutos para bater as vinte e quatro horas, a praça está apinhada de gente. Tem um grupo de jovens encostados no canteiro. As pessoas estão fazendo aquele "grog" em volta da praça. Os rapazes e raparigas trajam as suas melhores peças e estão cheirosos. Em termos de beleza as nossas mulheres não ficam a dever nada as estrangeiras. Muitos moços vêm com a ideia fixa em conquistar uma pequena d´terra longe. Sabem que elas são a porta de saída para fugir d´marasmo que reina aqui no ilhéu. São Suecas, holandesas, etc. Vi um rapazote que já tinham travado amizade com uma holandesa lá na praia da Laginha aproximar-se e cumprimentar a amiga com três beijos na face.

Deixem-me contar-vos um caso que passou com um amigo meu. Ele é conhecido no seio da malta como o caça brancas. Para evitar problemas vou chama-lo de Cula. Sabíamos que ele namorava com uma autóctona até o mês de Maio, porque Junho, Julho é a época em que as estrangeiras começam a chegar em São Vicente a procura dos raios quentes do astro rei e de aventuras. Ele queria estar livre para fazer as suas investidas. Dito e feito. Assim que o verão chegou ele mandou a namorada que se chama Alicia ir pastar. A coitada sentiu-se ofendida e prometeu vingança.
Assim que chegou a primeira leva de cabo-verdianos que vivem na Suécia o meu amigo papou uma sueca linda loira que veio com os nossos conterrâneos. Cula passeava-lhe para cima e para baixo para mostrar que sabia escolher uma boa fêmea. Era ela quem pagava tudo ao meu amigo. Ele dizia que não gastava um centavo com nenhuma mulher, que se queriam estar com ele teriam que arcar com as despesas. Creio que era esse seu jeito “sacana” e explorador que atraía as mulheres. É sabido que algumas gostam de ser exploradas. Cada doida com a sua mania. Só que como todo o mortal ele tinha um defeito. Punha os olhos em todas, não se contentava com uma mulher. É do tipo que põe os olhos na “bica e no goraz”. Esse era o seu calcanhar de Aquiles e Alicia sabia-o…
De repente aparece na praça uma americana, filha de gente da ilha do Fogo. O pessoal ficou com os olhos vidrados naquela ‘Diaba’. É claro que o nosso conquistador não ficaria atrás. Um belo dia ele estava na praça sozinho porque a sua sueca, como ele lhe chamava, estava mal disposta. Já sabem ao mal à que me refiro. Aquele que joga vestido de vermelho. Como estava dizendo, Cula estava com a malta quando Lauren, esse é o nome da beldade americana chegou na praça com umas amigas. Cula que não perde tempo aproximou-se e apresentou-se. Ele enlaçou-lhe, ali mesmo. “Como é que aquele Diabo tem sorte com as femas?!” Perguntou um que já não me lembro o nome.
Sabemos como é que algumas mulheres têm a língua comprida. As amigas da sueca quando viram aquilo telefonaram-lhe a contar-lhe tudo. A sueca produziu-se e foi para a disco Siriús. Quando chegou a noite discoteca estava cheia. Cula e Lauren estavam agarrados um ao outro no meio da pista chupando na língua um do outro. Aquilo não podia ser beijo. Os dois pareciam que estavam tentando entrar um no corpo do outro devido a tanta esfregação. Cula adorava dar nas vistas e estava conseguindo o seu objectivo. Jessica não teve dificuldade em reconhecer o namorado. Quando a vimos ficamos como baratas tontas. Infelizmente ela não nos deu tempo para avisar ao nosso companheiro do perigo que corria. Ela chegou perto e tocou-o nas costas, ele não virou, Jessica fez uma segunda tentativa e nada, da terceira vez puxou-lhe pela gola da camisa. Cula voltou-se com a intenção de brigar com quem se atrevia a meter no seu romance e deu de caras com a namorada.
- Hay! Watt do you doing here? Pergunta o Cula descaradamente.
Ela dá-lhe uma valente bofetada no meio de toda aquela gente. Fica só, no meio da pista com todos os olhos postos nele. Alicia sai de onde estava e todos percebem que ela era a autora daquele flagra. Aproxima-se do Cula e esfrega-lhe a face que tinha acabado de ser esbofetada e sai andando como uma gazela.